Os quartos de final do Mundial 2026 reservam um contraste fascinante. De um lado, a Espanha, a equipa mais equilibrada e defensivamente sólida da competição. Do outro, uma Bélgica que já provou saber sofrer e saber golear. O encontro está marcado para sexta-feira, 10 de julho, no SoFi Stadium, em Los Angeles.
A muralha espanhola
A Espanha chega a este jogo sem ter sofrido um único golo. Cinco jogos, cinco balizas a zero, uma muralha que nem Portugal conseguiu quebrar. Foi precisamente diante da Seleção que a formação espanhola confirmou a sua fórmula: paciência, controlo e um golpe certeiro no momento exato. O golo de Mikel Merino, de cabeça, nos descontos, resumiu tudo o que esta Espanha é.
A resposta belga
A Bélgica, por seu lado, tem sido tudo menos aborrecida. Nos dezasseis avos, esteve a perder por 2-0 frente ao Senegal e ainda assim deu a volta, vencendo por 3-2 no prolongamento, numa exibição de caráter. Depois, nos oitavos, arrasou os anfitriões Estados Unidos por 4-1, com Charles De Ketelaere em grande plano e um bis logo na primeira parte. É essa a grande arma belga: um ataque capaz de decidir jogos em poucos minutos.
As casas de apostas não têm dúvidas sobre o favorito. A Espanha surge cotada a cerca de -163, a Bélgica a +425 e o empate a +300. Os números refletem o respeito pela solidez espanhola, mas também o aviso de que a Bélgica não vem apenas passear.
A previsão do SportsDelulu
Aqui fica o nosso palpite, e é apenas isso, uma leitura e não uma certeza. Acreditamos numa vitória espanhola por margem curta, algo como 1-0 ou 2-1. A defesa da Espanha inspira demasiada confiança para apostar contra ela, e a capacidade de gerir os momentos parece feita à medida deste tipo de jogos.
Mas fica o alerta. Se há jogador capaz de estragar o guião espanhol, é De Ketelaere. O belga está em forma, tem faro de golo e apenas precisa de um lampejo para colocar tudo em causa. Se a Espanha adormecer, mesmo que por segundos, a Bélgica tem o gatilho fácil para castigar.
Será, muito provavelmente, um jogo de xadrez. E, nestes duelos, o detalhe decide. A Espanha parte na frente, mas a Bélgica tem argumentos para sonhar com a surpresa.
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