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Ronaldo entra para a história e Portugal elimina a Croácia de Modric na virada

Cristiano Ronaldo converteu um pênalti aos 68 minutos e se tornou o jogador mais velho a marcar em um mata-mata de Copa do Mundo, enquanto Gonçalo Ramos decidiu nos acréscimos e o VAR anulou um gol de Gvardiol que fechou a trajetória de Luka Modric no torneio.

Portugal venceu a Croácia por 2 a 1 nesta Copa do Mundo de 2026, em uma noite que resumiu duas trajetórias opostas: a de Cristiano Ronaldo, que segue reescrevendo recordes aos 41 anos, e a de Luka Modric, que se despediu do torneio depois de um gol anulado pelo VAR nos minutos finais. Segundo a Sky Sports, o pênalti convertido por Ronaldo aos 68 minutos e o gol de Gonçalo Ramos aos 90+4 garantiram a classificação portuguesa em uma partida que só se resolveu depois de muita tensão e uma revisão de arbitragem que decidiu tudo.

O pênalti que reacendeu o sonho português

A marca dos 68 minutos entrou para a história do jogo assim que Cristiano Ronaldo se colocou na frente da bola. Com a categoria de sempre, o capitão português converteu a penalidade que, de acordo com a Sky Sports, marcou o gol português na partida contra a Croácia. Não foi apenas mais um gol na carreira do atacante português: foi o momento que confirmou, mais uma vez, que Ronaldo continua decisivo no palco mais exigente do futebol mundial, mesmo depois de uma longa carreira internacional.

O gol teve um peso simbólico enorme. Como destacou a FOX Sports, aos 41 anos e 147 dias, Ronaldo se tornou o jogador mais velho a marcar em uma partida de mata-mata de Copa do Mundo. Também foi o seu primeiro gol em fase eliminatória do torneio, um capítulo que faltava na coleção de recordes de um jogador que já havia marcado em fases de grupos, mas nunca tinha balançado as redes quando a eliminação estava em jogo.

Um recorde que faltava na carreira de Ronaldo

O dado é notável justamente porque Ronaldo nunca havia precisado esperar tanto por algo em sua carreira. Segundo a FOX Sports, o gol contra a Croácia representa a primeira vez que o português marca em uma fase eliminatória de Copa do Mundo, apesar de todas as suas aparições anteriores no torneio. Aos 41 anos, ele se tornou o jogador mais velho da história a conseguir esse feito, superando marcas que pareciam distantes até para um atleta com a longevidade que Ronaldo construiu ao longo da carreira.

Esse tipo de recorde ilustra o que Ronaldo representa neste momento da competição: um jogador que segue competitivo em um nível que poucos conseguiram sustentar nesta idade, disputando minutos decisivos justamente quando o desgaste físico costuma pesar mais sobre os veteranos. A conversão do pênalti aos 68 minutos não foi apenas mais um gol na conta pessoal, como também reforçou a narrativa de uma carreira que insiste em não seguir o roteiro esperado para jogadores da mesma geração.

Gonçalo Ramos garante a vantagem nos acréscimos

Se o pênalti de Ronaldo marcou o gol português na partida, foi Gonçalo Ramos quem selou o resultado. De acordo com a Sky Sports, o atacante português marcou aos 90+4 minutos, fechando o placar em 2 a 1 para Portugal e deixando a seleção portuguesa mais próxima da classificação em um momento de máxima tensão da partida. Gols nos acréscimos carregam um peso emocional particular em jogos de mata-mata, e o de Ramos chegou exatamente no momento em que a Croácia mais precisava de uma resposta.

A contribuição de Ramos também mostra a profundidade do ataque português nesta Copa. Ter um jogador capaz de decidir em um momento de tanta pressão, complementando a categoria de Ronaldo, é o tipo de fator que separa seleções que apenas sonham em avançar daquelas que efetivamente avançam. Para Portugal, a combinação entre a experiência do capitão e a atualidade de Ramos formou a dupla que definiu o resultado da noite.

O drama do VAR e o adeus de Modric

O jogo, no entanto, ainda reservava um capítulo final. A Al Jazeera relatou que um gol de Gvardiol aos 113 minutos foi anulado pelo VAR por impedimento, um lance que, se validado, teria mudado completamente o desfecho da partida. A revisão de arbitragem acabou encerrando a última Copa do Mundo de Luka Modric, um dos maiores meio-campistas de sua geração e um dos maiores símbolos do futebol croata.

O gol anulado transformou o resultado em algo maior do que um simples placar de 2 a 1. A Croácia chegou perto de forçar uma reviravolta, mas a revisão do VAR trabalhou a favor de Portugal e contra as esperanças croatas de manter viva a trajetória do capitão na competição. Para os torcedores croatas, o momento marca o fim de uma era construída em torno de um dos jogadores mais influentes da história recente da seleção.

Ronaldo cada vez mais perto do recorde de Matthäus

Além do impacto imediato no placar, a partida também teve significado histórico para a carreira de Ronaldo em Copas do Mundo. Segundo a ESPN, esta foi a 26ª partida do português em fases finais do torneio, deixando-o a apenas uma partida de igualar Lothar Matthäus como o jogador com mais jogos disputados na história da competição. É uma marca que reforça a longevidade extraordinária de Ronaldo em torneios que, para a esmagadora maioria dos jogadores, marcam o início do fim da carreira internacional.

Chegar tão perto de um recorde histórico logo depois de finalmente marcar seu primeiro gol em mata-mata de Copa mostra como esta edição do torneio está sendo especial para o capitão português. Cada jogo a partir de agora carrega, além do peso esportivo imediato, o significado de aproximar Ronaldo ainda mais de um lugar único na história das Copas do Mundo.

O que vem a seguir

Com a vitória, Portugal segue vivo na briga por um título que persegue há anos, embalado pela combinação entre a experiência insubstituível de Ronaldo e a frescura de nomes como Gonçalo Ramos. A eliminação da Croácia, por outro lado, fecha um ciclo simbólico: o de uma seleção que teve em Modric seu maior nome e agora precisa pensar em reconstrução.

Para Portugal, o próximo desafio já começa a ser desenhado, mas a noite ficará marcada por dois fatos que resumem bem o momento do futebol mundial: um veterano de 41 anos que ainda escreve páginas inéditas na própria história, e uma revisão de VAR que decidiu não apenas uma partida, mas o fim de uma era.

Fontes: Sky Sports, FOX Sports, Al Jazeera, ESPN

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