O Brasil entra em campo em 5 de julho para enfrentar a Noruega de Erling Haaland nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026, em um confronto que reúne o líder do Grupo C contra o artilheiro que vem de um gol decisivo aos 86 minutos da fase anterior. O duelo acontece no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e coloca frente a frente duas seleções que chegaram até aqui de formas muito diferentes: o Brasil com uma virada sofrida sobre o Japão, a Noruega embalada pela lenda que Haaland está construindo no torneio.
A virada sobre o Japão que garantiu a liderança do Grupo C
Segundo a Agência Brasil, a Seleção Brasileira venceu o Japão por 2 a 1 de virada na fase de 32 avos de final, resultado que garantiu ao Brasil o primeiro lugar do Grupo C. Casemiro foi o responsável por buscar o empate depois do time japonês abrir o placar, e Gabriel Martinelli decidiu a partida já nos acréscimos.
O resultado consolidou a campanha brasileira na competição, mas também deixou claro que a equipe de Carlo Ancelotti precisou sofrer para avançar. Uma virada construída nos minutos finais contra um adversário organizado como o Japão serve de alerta: mesmo com o favoritismo histórico da camisa canarinho, o caminho até a taça está sendo disputado ponto a ponto, e o próximo obstáculo tem nome e sobrenome.
O gol de Haaland aos 86 minutos que fez história
Do outro lado da chave, a Noruega chegou às oitavas de final com uma vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, com gol de Erling Haaland aos 86 minutos, conforme relatou a Sky Sports. O tento marcou a primeira vitória da Noruega em uma partida eliminatória de Copa do Mundo, um feito histórico para uma seleção que, até este torneio, nunca havia experimentado o gosto de vencer um mata-mata mundial.
O momento do gol, quase no fim da partida, mostra que Haaland é capaz de decidir nos instantes finais. Para o Brasil, isso significa que baixar a guarda em qualquer minuto da partida pode custar caro, ainda mais diante de um jogador que já provou ser capaz de decidir mesmo quando o jogo parece encaminhado para outro lado.
MetLife Stadium recebe o duelo das oitavas
A partida entre Brasil e Noruega está marcada para 5 de julho de 2026, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo, de acordo com a ESPN. O estádio, um dos principais palcos do Mundial nos Estados Unidos, recebe assim um confronto de contrastes: de um lado, a tradição vencedora do futebol brasileiro; do outro, uma Noruega que busca romper de vez com o rótulo de seleção sem histórico de conquistas em Copas.
Para os brasileiros, encarar a Noruega representa a primeira grande prova de fogo do mata-mata, depois de um caminho até aqui que exigiu reação diante do Japão. Para os noruegueses, é a chance de seguir escrevendo um capítulo inédito na história do futebol do país, tendo Haaland como protagonista.
Vinícius Júnior, a resposta ofensiva do Brasil
Enquanto a Noruega deposita suas esperanças no faro de gol de Haaland, o Brasil aposta na velocidade e na capacidade de desequilíbrio de Vinícius Júnior para levar perigo ao ataque. O duelo entre o atacante brasileiro e o centroavante norueguês simboliza, na prática, o confronto entre dois estilos: a explosão individual de Vinícius tentando romper linhas defensivas de um lado, e a presença de área de Haaland tentando decidir no detalhe do outro.
Não à toa, boa parte da expectativa em torno da partida passa por saber qual dessas duas forças ofensivas vai pesar mais no resultado final, especialmente em um jogo de mata-mata, no qual um único lance costuma ser suficiente para definir quem segue vivo na competição.
O plano de Ancelotti para neutralizar Haaland
Carlo Ancelotti trabalha em um plano específico para conter Haaland antes do confronto das oitavas, segundo informou o The Star, com base em reportagem da Reuters. A preocupação do treinador italiano com o artilheiro norueguês é compreensível: um jogador capaz de decidir um jogo eliminatório aos 86 minutos, como fez contra a Costa do Marfim, exige atenção redobrada da defesa brasileira do primeiro ao último minuto.
O desafio para Ancelotti está em equilibrar a marcação sobre Haaland sem abrir mão do poder ofensivo que caracteriza a seleção brasileira. Encontrar esse meio-termo, entre neutralizar o principal nome do ataque adversário e manter a identidade de jogo que levou o Brasil à liderança do Grupo C, é a equação central que o comandante italiano precisa resolver antes da bola rolar no MetLife Stadium.
Raphinha, a dúvida que anima o técnico italiano
Além do plano tático para barrar Haaland, Ancelotti também torce pelo retorno de Raphinha, que voltou a treinar com o grupo antes do jogo das oitavas de final, de acordo com a mesma reportagem do The Star. A possível volta do atacante representa uma boa notícia para o técnico italiano, que ganharia mais uma opção ofensiva justamente na partida em que o Brasil precisa produzir o suficiente para superar a solidez que a Noruega vem demonstrando neste mata-mata.
A confirmação, ou não, de Raphinha entre os relacionados só deve ficar clara perto da bola rolar, mas o simples fato de o jogador ter retomado os treinamentos já é tratado como sinal positivo dentro da comissão técnica brasileira.
O que está em jogo em Nova Jersey
O confronto no MetLife Stadium reúne, de um lado, uma seleção brasileira que chega às oitavas como líder de grupo, mas que precisou de uma virada nos acréscimos para deixar o Japão pelo caminho. De outro, uma Noruega que, pela primeira vez na história, venceu uma partida eliminatória de Copa do Mundo, com Haaland decidindo nos minutos finais. Entre o plano de Ancelotti para neutralizar o artilheiro norueguês e a expectativa pelo retorno de Raphinha, o Brasil chega a Nova Jersey ciente de que qualquer descuido pode ser explorado por um adversário que já provou saber como aproveitar as chances que aparecem no fim dos jogos.
Fontes: Agência Brasil, Sky Sports, ESPN, The Star (Reuters)
No comments yet